Quantas vezes te pedi desculpas por nada… quantas vezes
tentei entrar dentro de ti para te entender melhor para conseguir viver melhor
connosco.
De quantas mais desculpas e perdões magoados precisas de
ouvir para entenderes o quanto te amo.
De quantas mais demonstrações serão necessárias para que
entendas que és a minha vida e que sem ti não consigo viver.
Porquê? Porquê???
Por quantas mais vidas vamos continuar neste sofrimento, que
nos diminui a cada segundo que passa.
Por quantas mais vezes tenho que te mostrar que tentei e
continuo a tentar te mostrar que te conheço, e que sei que não és constante.
Que sei que estou contigo no momento, mas que sei que nunca vou estar para a
vida, que fui e continuo a ser aquela com quem aprendeste que a vida não é uma
perda de tempo, e que não vale a pena.
Não sabes ou não queres saber o que sinto.
Ignoras-me tratando-me como que uma criança fosse.
Na realidade eu era uma criança que se estava a tornar
mulher por ti, mas o teu coração já não me pertence.
Agora vou ter que aprender a renascer de novo criança, para
aprender a amar outro alguém.
Mas continuo sem conseguir conceber essa ideia, pois não me
imagino longe de ti, do teu cheiro. Os dias passam, e para cada cara que eu
olho vejo-te, encontrando-te em todo o lado.
Será que os meus olhos não querem ver a verdade, saber que
aquilo que representas não é aquilo que os meus olhos vêem.
Nunca fizeste uma única tentativa para me perceberes, uma
tentativa para descobrir a dimensão do meu amor por ti.
Uma única tentativa em descoberta do meu “EU”.
Estou a ouvir música celta, que me faz lembrar de ti, do
tempo em que nos conhecemos, do tempo em que pedias àquela força grandiosa que
sabe todos os nossos desenlaces, que te ajudasse a encontrar-me, que me faz
lembrar daquele homem que com os olhos repletos de carinho me pediu que me
deixasse fazer feliz no Monte São Félix, faz-me lembrar das nossas noites
românticas naquele pequeno apartamento em Aver-o-Mar.
Coisas das quais nunca vou esquecer, e são esses os momentos
que eu quero recordar, mas infelizmente não consigo, porque na maior parte das
vezes marcaste-me, é verdade, mas nunca pela positiva, nem nunca da melhor
maneira, mas sim pela dor e sofrimento, sempre pela destrutiva.
Escondeste-te sempre de mim, tinhas medo de quê? Que não te
amasse?
Como poderia eu não te amar, por aquilo que eras, se eu já
te amava por inteiro.